Acantose nigricante - acantosis nigricans


              A acantose nigricante ou acantosis nigricans é caracterizada pelo escurecimento da pele das dobras do corpo e pregas cutâneas, que se torna espessa e aveludada, não importando a cor de sua pele, lembrando que quanto mais negra a sua pele, mais escura serão as manchas.
             Acantose nigricans é freqüentemente associado com condições que aumentam o nível de insulina, como:
  • Diabetes tipo 2 
  • sobrepeso.
             Outras causas de acantose nigricans:
  • Hereditário. 
  • Certos medicamentos, como: 
  1. O hormônio de crescimento humano, 
  2. Contraceptivos orais 
  3. Grandes doses de niacina 
            Outros problemas hormonais, distúrbios endócrinos ou tumores podem desempenhar um papel importante. Raramente, acantose está associada a certos tipos de câncer.
            A acantose nigricans evolui lentamente provocando o escurecimento progressivo das áreas afetadas e as lesões não são acompanhadas de qualquer outro sintoma. 
           Os locais mais atingidos são as axilas, virilhas e pescoço, onde formam-se áreas de pele escurecida, espessada, com a superfície rugosa e vincada, conferindo um aspecto aveludado. Em alguns casos, os lábios, as palmas das mãos, as plantas dos pés ou outras áreas, também podem ser afetadas.     
           Se a causa do surgimento da acantose nigricans for encontrada e tratada, as lesões tendem a desaparecer. Nos casos nos quais não se encontra a causa, produtos de uso local derivados dos retinóides são uma opção para a melhora do aspecto das lesões, mas vou ressaltar o uso de retinóide só vai melhorar um pouco a aparência da pele.

Xerodermia no idoso


          A xerodermia é uma manifestação que causa coceira intensa, principalmente nas pernas, e pode evoluir para escoriações e inflamação na pele. É um sintoma bem simples, decorrente da pele seca. 
          A principal causa da xerodermia é a falta de hidratação da pele. Como idosos têm menos lubrificação natural na área, sofrem mais.
          Para que a incômoda xerodermia seja evitada, os idosos não devem tomar banhos muito quentes e demorados, o ideal é tomar banho de água morna, tomar bastante líquido, restringir o uso de sabonetes às axilas, região genital e pés, utilizar um hidratante bom , de preferência com filtro solar.
          
         
          

Constipação intestinal funcional do idoso


          A constipação ou obstipação intestinal (“prisão de ventre”) é um sintoma e não uma doença. Pode representar a manifestação de diversas doenças das mais variadas etiologias como: distúrbios metabólicos, defeitos as inervação extrínseca do cólon, neoplasias, medicamentos. Porém, na maioria dos pacientes não se encontra uma causa, sendo a constipação considerada como de natureza funcional. Apesar de a constipação ser considerada quando ocorre diminuição do número de evacuações, outras queixas podem ser relatadas, dificuldades em evacuar, sensação de evacuação incompleta, distensão abdominal, desconforto e mal-estar geral ou dores abdominais.
          A constipação intestinal ocorre mais freqüentemente nas pessoas acima de 40 anos, especialmente nas mulheres, principalmente nas famílias de baixa renda e com pouca escolaridade. Pode ocorrer ou ser agravada pelo consumo insuficiente de fibras e líquidos, inatividade (ficar acamado ou em cadeira de roda), sobretudo nos idosos e desnutridos. Como a constipação é muito freqüente e muitas vezes as pessoas tem “vergonha” de comunicar ao médico, procuram soluções caseiras ou à automedicação, quase sempre prejudicial por mascarar doenças.
          A origem da constipação intestinal no idoso pode ter vários fatores como, os dietéticos, emocionais, patológicos, físicos e medicamentosos. Entretanto a fibra pode se constituir como um componente primordial na terapêutica e principalmente na prevenção da constipação intestinal.
          O tratamento deve ser objetivado em cada caso, porém o paciente deve ser convencido que a falta de evacuações por dois ou três dias faz parte do hábito e é destituída de risco.

Dermatoscopia


           Para quem nunca ouviu falar nesse termo, a dermatoscopia é um exame que permite uma avaliação mais criteriosa dos nevos ( as famosas pintas ou manchas), e outras lesões pigmentadas da pele classificando-as como lesões benignas, suspeitas ou altamente suspeitas de melanoma.
          Neste procedimento o dermatologista examina sua pele com a ajuda de um aparelho, o dermatoscópio, que pode ser portátil ou digital, que permite uma visualização das estruturas internas da pele, sem nenhum traumatismo ou corte.
         É utilizada como exame complementar à avaliação clínica e permite a observação de estruturas da epiderme, da junção dermo-epidérmica e da derme papilar e reticular superficial, não observáveis a olho nú.
       Também ajuda no diagnóstico diferencial de outros tipos de câncer da pele, como o carcinoma basocelular pigmentado, além de facilitar a descoberta de lesões benignas como a queratose seborréica, o dermatofibroma, o hemangioma eruptivo trombosado, além de outras lesões vasculares, evitando procedimentos invasivos, como a biópsia ou a retirada cirúrgica de lesões benignas. Mas, quando há suspeita de malignidade, a desmatoscopia mostra as lesões que precisam de biópsia ou de cirurgia.
          Então antes de começar a retirar todo tipo de nevo (pinta) que aparecer no seu corpo, o ideal é fazer uma dermatoscopia para ver se realmente há uma necessidade de retirar, ou apenas acompanhar. 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...