Ácido Fólico para melhorar a integridade cerebral

          O ácido fólico é uma vitamina do complexo B, que ajuda a prevenir malformações no cérebro e medula espinhal do feto, quando ingeridos antes e durante as três primeiras semanas de gestação. Isso a maioria da população já sabe principalmente as mulhures. Esta prática, evita doenças do tubo neural, como a espinha bífida (mais comum) e a anencefalia. 



          O que a maioria da população não sabe, e que a terceira idade deveria saber, é que algumas funções cognitivas do cérebro, que são deterioradas com a idade, são beneficiadas com o suplemento de ácido fólico.



          Estudos observaram que as pessoas cuja dieta é rica em alimentos com ácido fólico, ou pessoas que tomam o mesmo em forma de vitamina estão menos propensas a sofrer de mal de Alzheimer, doença que provoca a perda da memória devido à atrofia cerebral.



           Os idosos que consumiram no mínimo 400 microgramas de ácido fólico ao dia reduziram em 55% as chances de desenvolver Alzheimer. Isso porque o ácido ajuda a manter baixos os níveis de homocisteína, substância que, em excesso, atrapalha a oxigenação cerebral e aumenta a perda de neurônios.
          Em quais alimentos encontramos esta vitamina?
          Em frutas cítricas: 
          - Laranja
          - Limão
          - Morango   
          - Tangerina 
          - Pêssego
          - Vegetais verdes folhosos 
          - Feijão 
          - Amendoim
          - Brócolis
          - Aspargos
          - Ervilha 
          - Lentilha 
          - Cereais integrais como granolas 
          - Pães 
          - Farelos

O que mais provoca confusão mental do idoso?



Bem hoje vou reproduzir um email que recebi, não sei se o conteúdo já existe em algum blog ou site, mas mesmo assim resolvi postar, o texto esta como recebi, sem nenhuma modificação, e que fala de um assunto muito importante, confusão mental do idoso.  O texto foi escrito pelo medico Dr. Arnaldo Lichtenstein, que é clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
Sempre que dou aula de clínica médica a estudantes do quarto ano de Medicina, lanço a pergunta:
- Quais as causas que mais fazem o vovô ou a vovó terem confusão mental?
Alguns arriscam:  "Tumor na cabeça".
Eu digo: "Não"
Outros apostam: "Mal de Alzheimer"
Respondo, novamente: "Não"
A cada negativa a turma se espanta... E fica ainda mais boquiaberta quando enumero os três responsáveis mais comuns:
- diabetes descontrolado;
- infecção urinária;
- a família passou um dia inteiro no shopping, enquanto os idosos ficaram em casa;
 
Parece brincadeira, mas não é! Constantemente vovô e vovó, sem sentir sede, deixam de tomar líquidos!
Quando falta gente em casa para lembrá-los, desidratam-se com rapidez.
              A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo. Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos "batedeira", angina "dor no peito", coma e até morte.
              Não é brincadeira!
              Na melhor idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50% de água no corpo. Isso faz parte do processo natural de envelhecimento.
              Portanto, os idosos têm menor reserva hídrica.
               Mas há outro complicador: mesmo desidratados, eles não sentem vontade de  tomar água, pois os seus mecanismos de equilíbrio interno não funcionam muito bem.
              Conclusão:
              Idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seu corpo. Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações químicas e funções de todo o seu organismo.
              Por isso, aqui vão dois alertas:
 1 - O primeiro é para vovós e vovôs: tornem voluntário o hábito de beber líquidos. Por líquido entenda-se água, sucos, chás, água- de-coco, leite, sopa, gelatina e frutas ricas em água, como melão, melancia, abacaxi, laranja e tangerina, também funcionam. O importante é, a cada duas horas, botar algum líquido para dentro. Lembrem-se disso!
2 - Meu segundo alerta é para os familiares: ofereçam constantemente líquidos aos idosos. Ao mesmo tempo, fiquem atentos. Ao perceberem que estão rejeitando líquidos, e de um dia para o outro, ficam confusos, irritadiços fora do ar, atenção.
 
É quase certo que sejam sintomas decorrentes de desidratação.
              "Líquido neles e rápido para um serviço médico".


Cinco hábitos para reverter os lapsos na terceira idade



Pesquisas recentes mostram que o estilo de vida influencia as funções dos neurônios. Escolhas saudáveis, portanto, podem prevenir e até mesmo reverter as falhas na memória. Especialistas da área revelam os cinco principais hábitos que, incorporados ao cotidiano, podem assegurar ou avivar suas lembranças.
1- Durma bem
O senso comum diz que com uma boa noite de sono o cérebro funciona melhor e lembra melhor. Diversos estudos sugerem que, durante o sono, o cérebro processa as experiências do dia, fortalecendo as conexões entre neurônios que foram formados durante o dia. Isso pode permitir lembrar a informação mais facilmente no dia seguinte. Especialistas também acreditam que, enquanto dorme, o cérebro do indivíduo enfraquece algumas conexões neuroniais antigas para dar espaço a novas. Para manter o bom funcionamento da memória, a maioria das pessoas precisa ter, no mínimo, 8 horas de sono por noite. Algumas pesquisas mostram que exercício aeróbico intenso e um banho quente de 60 a 90 minutos podem ajudar a conseguir essa quantidade de sono pelo aumento da temperatura corporal e pela liberação de hormônios que despertam o sono. Para o efeito da sedação, é preciso fazer estas atividades, no mínimo, duas horas antes de ir dormir. Se forem feitas na hora de ir para a cama, elas fazem efeito contrário.
2- Mexa-se
Especialistas concordam que práticas aeróbicas melhoram a memória porque elevam a qualidade do sono. Mas atividades físicas podem trazer outros benefícios. Feitos a qualquer hora, exercícios moderados fazem com que o cérebro receba mais sangue, o que significa que ele adquire mais oxigênio e nutrientes. Ambos auxiliam os neurônios a trabalhar de forma mais eficiente. Exercícios aeróbicos também aprimoram a memória pela liberação do stress. Quando o indivíduo está estressado, libera hormônios como o cortisol, que produz energia para ajudar o corpo a lidar com uma situação desafiadora. No entanto, esses hormônios danificam a memória central. Estudos em animais mostraram que, depois de poucos dias de exposição a altos níveis de cortisol, células do cérebro da memória central começaram a morrer. Praticar atividades físicas faz com que o corpo "queime" a energia extra induzida pelo stress, reduzindo os níveis de cortisol. Para isso, bastam pelo menos 30 minutos diários de exercícios moderados, como andar ou pedalar.
3- Inclua cafeína e chocolate
De acordo com pesquisadores, consumir um pouco de cafeína e chocolate por dia pode ajudar a reter melhor as informações. Antes, porém, é preciso escolher o tipo certo. A cafeína deve ser adquirida de chá verde ou preto. O consumo da substância fará com que o indivíduo se sinta mais alerta, absorvendo melhor as novas informações. A cafeína também possui importantes antioxidantes, que quebram as células "danificadas" do cérebro. O chocolate ainda é polêmico, já que nada ainda foi comprovado. No entanto, pesquisadores suspeitam que os componentes presentes no chocolate escuro, agem contra a oxidação e inflamação, dois efeitos que envelhecem o cérebro. Alguns cientistas acreditam também que podem contribuir para melhorar a memória porque aumentam a circulação sangüínea.
4- Opte pela gordura certa
Para manter o cérebro em funcionamento, é preciso comer gordura diariamente. Mas, assim como a cafeína, escolher o tipo certo é fundamental. Estudos mostram que os ácidos do Ômega-3 podem evitar a perda das funções cognitivas. Certos tipos de peixe e suplementos de óleo de peixe, sementes de linho, canola, azeite e nozes contêm esses ácidos. Segundo alguns pesquisadores, todos os peixes contêm componentes que melhoram o cérebro. Por outro lado, especialistas concordam que gorduras ruins (encontradas em óleos hidrogenados) são a pior coisa para a memória. Uma dieta rica em gorduras reduz o sangue nos vasos do cérebro e baixa os níveis de HDL (colesterol bom), cuja função é evitar o entupimento nos vasos sangüíneos. Essas gorduras ruins são encontradas em batatas-fritas, frituras e bolos que contêm margarina ou óleo.
5- Desafie seu cérebro
Pesquisadores mostram que a estimulação intelectual é a melhor maneira de fazer com que o cérebro trabalhe bem durante toda a vida. Alguns hobbies intelectuais desafiadores, como palavras-cruzadas e quebra-cabeças, ou uma boa leitura também podem impulsionar o funcionamento do cérebro. O ideal é escolher um hobby que desafie partes do seu cérebro que o indivíduo não costuma trabalhar. Caso o trabalho diário já seja intelectual, o melhor a fazer para o cérebro é ir para casa e ouvir música, pintar ou andar na natureza.


Síndrome de Benson



Esta doença degenerativa ocorre com mais frequência em idosos e se distingue da Doença de Alzheimer. A Síndrome de Benson ou também chamada Síndrome de Atrofia Cortical, é uma desordem degenerativa rara. A sua frequência é desconhecida.
A doença da Atrofia Cortical refere-se a uma síndrome clínica na qual o processamento visual é interrompido devido a uma doença neurodegenerativa.
Os pacientes apresentam graves comprometimentos visuais de ordem progressiva e agnosia, ou seja, incapacidade de reconhecer e identificar objetos, familiares ou pessoas e apraxia que se caracteriza por provocar uma perda da habilidade para executar movimentos e gestos.
As manifestações desta síndrome incluem vários sintomas simultâneos, como:
 1- Agnosia ópticas - que compreende a incapacidade de reconhecimento visual de objetos na ausência de disfunções óticas,
2- Ataxia - que reflete uma condição de falta de coordenação dos movimentos podendo afetar a força muscular e o equilíbrio,
3- Apraxia oculomotora - uma perturbação dos movimentos oculares que dá o complicado nome à doença e se caracteriza pela impossibilidade de fixar o olhar e de deslocar voluntariamente os olhos na horizontal, tendo o doente de “atirar” a cabeça para o lado para podê-los rodar,
4-  Prosopagnosia - tratada como uma desordem rara da percepção da face, na qual a habilidade de reconhecer os rostos está danificada,
5- Alexia - é uma disfunção onde é perdida a capacidade de ler
6- Desorientação comportamental e
7- Desorientação ambiental.
8- Apraxia ideomotora - É a inabilidade de realizar atos motores sob comando verbal
9- Agrafia- perturbação da capacidade de escrever, desde o esquecimento de signos gráficos ou incapacidade de formar frases, até a incapacidade total de escrever.
10- Acalculia- trata-se de um tipo de incapacidade que dificulta a realização de simples cálculos matemáticos
A memória, linguagem, percepção e julgamento ficam relativamente preservados até mais tarde no curso da doença.
O diagnostico é feito por ressonância magnética e avaliação clinica
O tratamento da Síndrome de Benson baseia-se em ajudas visuais e tratamentos antidepressivos como paliativos.


Como reconhecer um derrame



Os acidentes vasculares cerebrais são a segunda principal causa de óbito no mundo somente em um ano, cerca de 7 milhões de pessoas morrem em decorrência do problema.

Sinais alertam para a ocorrência do AVE (derrame), em muitos casos, os sintomas de um acidente vascular cerebral são difíceis de serem identificados. No entanto, reconhecê-los pode salvar uma vida. A pessoa que está tendo um derrame pode apresentar os seguintes sintomas:
• Diminuição ou perda súbita de força na face, braço ou perna de um lado do corpo;
• Alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular frases e se expressar ou para compreender a linguagem;
• Perda súbita de visão em um ou nos dois olhos;
• Dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente;
• Instabilidade, vertigem súbita intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos.
Mas às vezes é difícil perceber esses sintomas então um grupo de pesquisadores reconheceu que bastam 3 perguntas e um gesto para o rápido reconhecimento de um “derrame”.


Reconhecendo um derrame:
Lembrar as três etapas. Às vezes os sintomas de um derrame são difíceis de identificar. Infelizmente, a falta da consciência leva ao desastre. A vítima do derrame pode sofrer danos no cérebro quando as pessoas próximas falham em reconhecer os sintomas. Os médicos dizem que um observador pode reconhecer um derrame fazendo três simples perguntas:
1. * Peça o indivíduo para SORRIR.
2. * Peça que LEVANTEM AMBOS OS BRAÇOS.
3. * Peça que a pessoa FALE uma SENTENÇA SIMPLES, por exemplo: o dia está ensolarado hoje
Outro sinal de um derrame seria, colocar a língua de fora. Peça à pessoa para por a língua de fora...
Se a língua estiver torta ou for para um lado ou para outro, isso é indicação de AVC.
Se a pessoa tiver problema com as algumas destas tarefas, chame um medico imediatamente e descreva os sintomas.


Para que serve o mini mental e o teste do relógio



Existem muitos teste para tentar avaliar o estado cognitivo do idoso, mas aqui vamos falar dos dois testes mais conhecidos e utilizado para tentar estabelecer um grau de demência, é claro que o teste não é definitivo é só para poder avaliar e pedir mais exames para afirmar.
 Quando um idoso vai ao geriatra e geralmente os familiares referem perda de memoria, que parece que ele esta ficando "caduco", com certeza o médico em geral aplica esses testes, não necessariamente os dois mas o mini mental com certeza.
 Pode ficar explicito na consulta que o medico está realizando o teste ou pode ficar subentendido, já que o principal teste que é o mini mental se baseia em perguntas. 
Para você conhecer um pouquinho desses testes vou explicar para que eles servem.

MINI EXAME DO ESTADO MENTAL -MEEM-

O Mini-Exame do Estado Mental (MEEM) foi elaborado para ser uma avaliação clínica pratica de mudança do estado cognitivo (isto quer dizer, é o ato ou processo de conhecer, que envolve atenção, percepção,memoria, raciocínio, juízo, imaginação, pensamento e linguagem ), em pacientes geriátricos. O teste busca avaliar a Orientação Temporal e Espacial, Memória Imediata, Atenção e Cálculo, Evocação, Linguagem e Praxia. É o mais utilizado para detectar demências (ex. Alzheimer) pela sua praticidade e simplicidade.
Descrição
O MEEM  é um teste rápido, e fornece imediatamente um indicador razoavelmente aceitável da possibilidade de demência.
Como todo o teste breve apresenta limitações, contudo é válido especialmente na avaliação preliminar dos distúrbios cognitivos para pessoas idosas com mais de 8 anos de escolaridade.
O MEEM pode ser aplicado pelo próprio médico, no decorrer da consulta e não requer material sofisticado.

TESTE DO RELÓGIO

Instrumento elaborado com intuito de avaliar aspectos cognitivos relacionados as funções frontais como: Atenção e Concentração; controle inibitório (nas funções de inibição do comportamento), percepção temática, memória e distração, interferência, hábito social, ecopraxia( é a repetição involuntária ou a imitação dos movimentos de outras pessoas), imitação, preensão palmar, sequências motoras, comando complexo, atividade de contar
Extremamente rápido para ser aplicado, traduz o padrão de funcionamento frontal e têmporo-parietal.
             As disfunções executivas podem preceder os distúrbios de memória nas demências. Pacientes com escores normais no MEEM podem ter severas limitações funcionais demonstradas nesse teste.
            Pede-se que o paciente desenhe o mostrador de um relógio com os ponteiros indicando uma determinada hora.
            A sensibilidade é maior que 86% e a especificidade superior a 96% quando comparado com outros instrumentos. É um instrumento particularmente útil para ser utilizado no consultório por sua simplicidade, rapidez e perfil amigável.

Agora toda vez que você for ao seu médico e de repente ele começar a fazer perguntas que você ache descabidas ou pedir para você desenhar um relógio, é por que ele esta fazendo os testes com você.

Transtornos somatoformes



A essência desses transtornos é o sintoma físico sem base médica constatável, persistência nas queixas, apesar de repetidos achados negativos e de reasseguramentos pelos médicos de que elas não têm fundamento clínico. Pode acontecer também da pessoa ter uma doença física fundamentada, mas com queixas exageradas que não justificam o problema que têm. Esses casos com certeza são mais complicados e confundem os médicos. Observa-se também uma forte recusa por parte do paciente de admitir que seu problema seja psicológico, mesmo quando há um evento estressante na sua vida. Estes pacientes tendem a trocar de médico constantemente, possuem intermináveis listas de exames e medicações; suas histórias são tão longas quanto complicadas. 

Dentro destes transtornos podemos ter:

·         Hipocondria

Também conhecida por nosomania, é um estado psíquico que se caracteriza pela crença infundada de se padecer de uma doença grave. Costuma vir associada a um medo irracional da morte, a uma obsessão com sintomas ou defeitos físicos irrelevantes, à descrença nos diagnósticos médicos, preocupação e auto-observação constante do corpo. A hipocondria pode vir associada ao transtorno obsessivo-compulsivo e à ansiedade.

·      Transtorno Doloroso Persistente
A queixa predominante é de dor persistente, grave e angustiante, a qual não pode ser plenamente explicada por nenhum processo fisiológico ou por um transtorno físico. Geralmente existe um fator psicológico associado. Depois de descartada a possibilidade de uma causa física, a investigação das circunstâncias de vida da pessoa pode revelar ganhos que o paciente obtém com a queixa persistente de dor. Ao se fazer este diagnóstico os familiares não devem tomar uma postura de indiferença ou desprezo pelo paciente: isso só faz piorar as coisas. Também não se deve submeter aos exageros do paciente, nem às tentativas de manipulação por sua dor. O transtorno doloroso não é uma invenção, existe não como uma origem inflamatória, mas por algum mecanismo ainda pouco conhecido que opera na mente destas pessoas. Deve-se, portanto viver a solidariedade distante, ou seja, estar do lado do paciente sempre, mas sabendo que ele pode usar de suas queixas para obter ganhos e manipular quem está próximo. Esta atitude não é simples de entender nem de exercer, mas é o melhor que se pode fazer além do suporte psicoterapêutico.

·         Transtorno de somatização
Uma pessoa com somatização apresenta muitas queixas difusas de caráter físico. Embora possa afetar qualquer parte do corpo, os sintomas exprimem-se mais freqüentemente como dores de cabeça, náuseas e vômitos, dor abdominal, menstruações dolorosas, cansaço, perdas de consciência, relações sexuais dolorosas e perda do desejo sexual. Embora os sintomas costumem ser primariamente físicos, também podem referir ansiedade e depressão. As pessoas com somatização descrevem seus sintomas de um modo dramático e emotivo, referindo-se-lhes freqüentemente como «insuportáveis», «indescritíveis» ou «o pior imaginável».



Agitação na terdeira idade




O idoso muda de comportamento muito rápido, uma hora ele pode estar alegre e minuto depois pode estar triste, outra hora ele pode ser gentil e logo após ficar agressivo, por isso temos que prestar muita atenção na mudança de humor e comportamento dessas pessoas, pois essas mudanças podem nos dizer muitas coisas a respeito à sua saúde.
Entre essas mudanças de humor e comportamento está a agitação, que às vezes pode ser bastante comum nos pacientes da terceira idade.  Vamos falar um pouquinho dela.
O estado de agitação, confusão mental e desorientação que surge de maneira muito rápida e quase sempre estão relacionados ao uso de medicação ou infecção. Em geral há alucinações, com piora da agitação, muitas vezes com agressividade, caracterizando uma situação de emergência denominada delírio.
O estado de agitação pode traduzir um desconforto devido à dor forte ou uma falta de ar, tendo por traz uma doença em evolução. Também pode estar relacionada à intoxicação por medicamentos, por álcool ou uma infecção até então não diagnosticada. Pode fazer parte da demência ou de outro distúrbio psiquiátrico.
Medicamentos para cólicas abdominaise doença de Parkinson podem provocar delírio quando em dose excessiva. Outras causas quem podem levar ao delírio são: alterações do nível de açúcar circulante (hipoglicemia ou hiperglicemia), como também alterações de cálcio e sódio, má oxigenação, insuficiência de órgãos vitais como o fígado, falta de certas vitaminas (tiamina, por exemplo), infecções graves (meningites, encefalites e pneumonias) e infecções urinárias muito freqüentes.
            Quando esta situação ocorrer, deve-se procurar atendimento o mais rápido possível.
             Todo o estado de agitação no idoso deve ser muito bem investigado e nunca medicado sem antes saber sua causa exata.

Tontura no idoso



A queixa de tontura é um dos motivos mais comuns pelo qual os idosos procuram um serviço médico. A incidência da tontura aumenta com a idade e pode ser causada por diversas condições médicas, mas cerca de 45% dos casos são devidos às disfunções vestibulares, um ossinho que se encontra no ouvido. A lesão vestibular pode ser a mesma que no indivíduo jovem, mas os idosos têm problemas diferentes daqueles exibidos pelos jovens pelo seu próprio status de saúde. 

O equilíbrio é uma função sensório-motora que tem como objetivo estabilizar o campo visual e manter a postura ereta. Através da integração das informações provenientes de músculos e articulações nos núcleos vestibulares sob a coordenação do cerebelo, é possível manter o equilíbrio.
Quando há conflito na integração das informações destes três receptores, surge a sensação de perturbação do equilíbrio corporal, causando tontura, também chamada tonteira, zonzeira ou atordoação. Ela caracteriza-se por uma percepção errada, uma ilusão ou alucinação de movimento, uma sensação de desorientação espacial dos tipos rotatório –vertigem- ou não rotatório -instabilidade, flutuação, oscilação-, desequilíbrio e distorção visual. A perda auditiva, dificuldade de entendimento, zumbido, sensação de pressão no ouvido e incômodo com sons geralmente estão também associados com a tontura.
O desequilíbrio corporal pode ocorrer por apresentar alterações funcionais originadas nas diversas estruturas do sistema vestibular (vestibulopatias primárias) ou determinadas por problemas clínicos à distância em outros órgãos ou sistemas, que podem afetá-lo de diferentes maneiras (vestibulopatias secundárias).
Numerosas são as causas de vestibulopatias primárias e secundárias:
Traumatismos de cabeça e pescoço
Infecções (por bactérias ou vírus)
Drogas ou medicamentos (nicotina, cafeína, álcool, maconha, anticoncepcionais, sedativos, tranqüilizantes, antidepressivos, antiinflamatórios, antibióticos, etc.)
Erros alimentares
Tumores
Envelhecimento
Distúrbios vasculares (hiper ou hipotensão arterial, arteriosclerose)
Doenças metabólicas – endócrinas (hipercolesterolêmica hiper ou hipoglicemia, hiper ou hipoinsulinemia, hiper ou hipotireoidismo)
Anemia
Problemas cervicais
Doenças do sistema nervoso central
Alergias
Distúrbios psiquiátricos, etc. 
          A descoberta da causa implica, muitas vezes, na realização de diversos exames complementares (sangue, urina, radiológico) ou avaliações em outras áreas médicas (endocrinologia, neurologia, cardiologia, psiquiatria, ortopedia, reumatologia, etc.).
O tratamento é feito de maneira personalizada de acordo com o diagnóstico e com as necessidades de cada paciente, podendo incluir o uso de medicamentos, cirurgia e reabilitação vestibular, além de correção de erros alimentares, mudanças de hábito e de estilo de vida e aconselhamento psicológico quando necessário.
A grande maioria dos pacientes (cerca de 90%) responde favoravelmente à terapia antivertiginosa. A maioria dos casos fica definitivamente curada. Outros melhoram significativamente, e apenas poucos casos são rebeldes ao tratamento. Nesses últimos casos, novas estratégias de tratamento, como exercícios e fisioterapia podem ser aplicadas até obter-se o melhor resultado possível.

Demência Pré-Senil – Doença de Pick – Falta de Concentração


A doença de Pick é caracterizada como uma demência pré-senil. Esse quadro clínico assemelha-seprincipalmente nos primeiros estágios da doença a doença de alzheimer inclusive com idade similar no aparecimento da demência.
O início da demência e da doença de Pick é geralmente meio disfarçado e os sintomas incluem confusão mental, alterações do caráter e da afetividade, perda de memória e demência.
Os primeiros sintomas de manifestação da doença de Pick podem ser uma falha na atenção e na concentração, levando a esquecimentos, perda de memória e aparente falta de interesse.
A pessoa acometida pela demência característica da doença de Pick, antes era capaz e eficiente torna-se perplexa e confusa causando preocupações aos familiares e às outras pessoas com quem convive.
Os sintomas mais alarmantes com o decorrer da doença começam a ficar evidentes e, na maioria das vezes, somente dessa forma que a demência prematura e a doença de Pick é detectada.
No quadro mais evolutivo da doença aconteça uma perda de espontaneidade e de iniciativa, de tal modo que a pessoa não consegue realizar as atividade normais que sempre fez, ou seja, cuidar-se, alimentar-se, cuidados higiênicos, etc.
Há uma regressão aos níveis infantis de linguagem, labilidade emocional e estereotipias de conduta e comportamentos.
A desorientação é completa, a memória desaparece, acontece perda da fala, impossibilidade de escrever e reproduzir os seus pensamentos por escrito, perda da capacidade de leitura de letras manuscritas ou impressas, incapacidade de realizar movimentos intencionais. Podem ocorrer ataques epilépticos e o paciente num estado terminal fica preso ao leito totalmente dependente dos cuidados das outras pessoas.
O primeiro sintoma que o médico ou a família percebe é a falta de memória. O diagnóstico é feito segundo uma série de perguntas, respondidas pelo próprio paciente e pelos familiares, que procuram avaliar o estado mental do paciente. Isso pode ser complementado com testes neuropsicológicos, para determinar o grau de incapacidade e deterioração intelectual. Paralelamente, o médico pesquisa outras possíveis causas de deterioração mental: a doença tireóidea, a alteração dos níveis dos eletrólitos no sangue, as infecções, o déficit de vitaminas, as intoxicações, a depressão, etc. Além dos exames de sangue de praxe, o médico pode solicitar uma tomografia computadorizada ou uma ressonância magnética.
A demência é irreversível. Os pacientes com demência devem ser estimulados com exercícios de reabilitação para estimular novas redes de conexão entre os neurônios. Freqüentemente são utilizados fármacos para controlar o nervosismo e os ataques de ira presentes em certos estágios avançados de demência. O médico deve avaliar, em cada caso, a conveniência desse tipo de medicação, pois apresenta graves efeitos colaterais. A manutenção de um ambiente familiar ajuda a pessoa com demência a conservar a sua orientação. Uma agenda bem grande, uma luz acesa durante a noite, um relógio com números grandes ou um rádio podem ajudar na orientação do doente. As rotinas sistemáticas para o banho, a comida ou o sono também fornecem sensação de estabilidade.

Doença de Parkinson

            A doença de Parkinson é uma perturbação degenerativa e lentamente progressiva do sistema nervoso que apresenta várias características particulares: tremor em repouso, lentidão na iniciação de movimentos e rigidez muscular.Entretanto, também podem ocorrer outros sintomas, como depressão, alterações do sono, diminuição da memória, distúrbios do sistema nervoso autônomo e diminuição da velocidade dos movimentos e distúrbios do equilíbrio e da marcha.
            A doença de Parkinson afeta cerca de 1 % da população com mais de 65 anos e 0,4 % da população com mais de 40 anos.
            Tarefas simples do cotidiano passam a ser afectadas, tomar banho, alimentar-se, podem requerer mais tempo do que o habitual. A doença está associada a um conjunto de complicações , como dificuldade para engolir, problemas urinários, respiratórios, cardíacos, prisão de ventre, distúrbios do sono e disfunção sexual.
            A doença de Parkinson é uma patologia que ocorre, devido a degradação progressiva das células nervosas envolvidas no controlo dos movimentos musculares. Os músculos ficam mais rígidos, sobretudo o dos membros e do pescoço, tornando qualquer movimento doloroso. Embora haja muitos estudos científicos sobre a doença de Parkinson, não se sabe o que a origina, alguns pesquisadores, dizem que há influencias genéticas, e também o ambiente.  Somente  sabe-se que os sintomas se desenvolvem quando são danificadas ou destruídas as determinadas células nervosas na região do cérebro designada por substancia negra.   

            Essas células quando em normalidade libertam a dopamina, um químico que assegura a comunicação com outra região do cérebro, o corpo estriado. São esse sinais que levam os músculos a a produzir movimentos controlados.  Com o envelhecimento há uma perda natural dessas células, nos doentes de Parkinson verifica-se uma perda acelerada, que pode atingir mais da metade da substancia negra. A produção de dopamina fica ameaçada e  em consequência disso os músculos ficam limitados na sua função motora.
            A manifestação inicial da doença é, geralmente, um tremor ligeiro numa mão, braço ou perna que ocorre, normalmente, a uma frequência de três por segundo quando extremidade afetada está em repouso mas,que pode aumentar em momentos de tensão. Tipicamente, o tremor melhora quando o paciente move voluntariamente a extremidade afetada e pode, mesmo, desaparecer durante o sono. À medida que a doença progride, o tremor
torna-se mais difuso, acabando, eventualmente, por afectar as extremidades de ambos os lados do corpo. 

           Para além do tremor, que classicamente caracteriza a doença, surgem ainda outros sintomas, como:  rigidez das extremidades, lentificação dos movimentos corporais voluntários, instabilidade postural e alterações da marcha.
            Quando os movimentos lentos afeta os músculos faciais, leva a que o doente se babe, dificulta o piscar dos olhos e interfere com a mímica facial (expressões), podendo acabar por originar uma face semelhante a uma máscara, isto é, inexpressiva. Quando atinge outros músculos, os movimentos lentos pode afetar a capacidade do paciente em cuidar de si próprio, de se lavar e vestir ou utilizar os talheres ou, de realizar as normais tarefas domésticas, como lavar a louça ou a roupa. Os problemas com o equilíbrio e a instabilidade postural podem tornar muito difíceis atos tão simples quanto o sentar-se  ou levantar-se de uma cadeira e o andar pode implicar pequenos passos, arrastados, geralmente, sem o normal movimento pendular dos braços. Alguns pacientes surgem, ainda, alterações da escrita, sendo que a letra se torna pequena, tremida e, muitas vezes, ilegível.
            A doença de Parkinson é diagnosticada se um paciente tiver 2 ou mais dos sintomas principais, tremor ao descansar ou a lentificação dos movimentos corporais voluntários. O tremor ao descanso ou uma combinação dele, da lentidão dos movimentos, ou a rigidez, ou a instabilidade postural são suficiente para diagnosticar doença de Parkinson.
            Como é uma doença lenta, gradualmente progressiva (doença degenerativa) e sem uma cura radical, os pacientes e seus familiares podem demonstrar um impacto emocional ao primeiro informe sobre a existência da enfermidade. Entretanto, costuma haver uma boa adaptação dos pacientes a essa nova realidade de suas vidas. Existem inúmeros tratamentos que garantem aos pacientes uma longevidade semelhante à que teriam  sem a enfermidade e uma vida normal por longos anos.
            A doença de Parkinson pode ser tratada, não apenas combatendo os sintomas, como também retardando o seu progresso. A grande barreira para se curar a doença está na própria genética humana. No cérebro, ao contrário do restante do organismo, as células não se renovam. Por isso, nada há a fazer diante da morte das células produtoras da dopamina na substância negra. A grande arma da medicina para combater o Parkinson são os remédios e cirurgias (para o tratamento dos tremores), além da fisioterapia, fonoaudiologia e a terapia ocupacional. A levodopa ainda é o medicamento mais eficaz para amenizar os sintomas da doença. Descoberta na década de 70, ela se transforma em dopamina no cérebro, e supre parcialmente a falta desse neurotransmissor. Repõe a dopamina, mas seu efeito é apenas de controle dos sintomas.

TESTE PARA FACILITAR A IDENTIFICAÇÃO DA DOENÇA DE PARKINSON

QUESTÕES
Respostas
1. Você tem dificuldade em levantar-se de uma cadeira?
sim não

2. Sua habilidade na escrita tornou-se menor?
sim não

3. Pessoas dizem que sua voz se tornou mais macia?
sim não

4. Seu equilíbrio corporal está adequado?
sim não

5. Seus pés parecem sempre pisar em buracos?
sim não

6. As pessoas dizem que você está com aparência triste?
sim não

7. Suas mãos ou pés agitam ou tremem?
sim não

8. Você está apresentando dificuldade para abotoar ?
sim não

9. Você tropeça em seus pés quando você anda?
sim não

10. Você presta bastante atenção no espaço físico e em objetos quando você está se locomovendo?
sim não

11. Alguma pessoa já perguntou a você se você tem a doença de Parkinson?
sim não


Faça regra de 3 para obter o resultado
Exemplo:
Se você marcou sim para 4 perguntas faça a regra:
11perguntas -----------100%
4 perguntas -----------------X%
Multiplica 100 por 4 e divide por 11
100x4 = 400=36,363636%
                                                             11          11                                            
Parte superior do formulário

Parte inferior do formulário
CONTAGEM
INTERPRETAÇÃO
0 - 50%
Possibilidade baixa de doença de Parkinson
51% - 75%
Possibilidade moderada de doença de Parkinson
76% - 100%
Possibilidade elevada de doença de Parkinson
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